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ao usuário apenas a faixa passante de terra. O que se observa é um mesmo
que ele necessita para transmitir infor feixe do satélite “saltitando" entre duas
mações multimídia. Tecnicamente, a ou mais cidades perfazendo, a cada
faixa sob dem anda. BOD, é hoje vez, uma verdadeira varredura do
implementada com técnica SCPC - tráfego lá existente.
single carrier per channel mas deverá A varredura do feixe de satélite do
evoluir, para TDMA - finie division ACTS sobre pontos selecionados na
multiple access, na próxima versão Terra é muito rápido - da ordem de
BOD II. O uso de um trem de pacotes, alguns milisegundos - e o resultado,
encadeados no tempo, propiciado pela para fins práticos, é imperceptível ao
técnica TDMA, somada com processa usuário do sistema. O feixe do satélite,
mento a bordo do satélite, vai permitir por sua vez, é muito concentrado e de
no BOD de segunda geração, que alto ganho, o que é obtido pela conju
rajadas variáveis de informação (de 2 a gação das fases de diversos elementos
16MBit/s) possam ser captados por A integração de serviços de satélites do sistema de antena. Como a entrega
distintas estações às quais se destinam, com as redes fixas e celulares, no solo, do sinal para o sistema de antenas é
resultando num efeito equivalente ao será cada vez maior comandado eletronicamente, uma rápi
da comutação, a bordo. da varredura temporal-geográfica do
A indústria de artefatos espaciais feixe pode ser obtida.
está se preparando para prover enlaces Esta verdadeira revolução “sateli- A NASA experimenta o ACTS com
digitais ATM de alta confiabilidade. A taP' está em andamento. Os recentes dois sistemas de “hopping beams". a
idéia é enviar via satélite e em tempo Intelsat VII e Italsat já utilizam técni 110 Mbit/s. um voltado para áreas met
real, imagens de alta definição, como cas TDMA. O sistema europeu ES A ropolitanas da costa Leste dos EUA e
radiografias médicas. Técnicas como outro para a região Oeste da Califórnia.
vai vir dotado com OBP-on board pro
link enhancer ou intensificador de cessing. Os satélites Iridium, previstos Os experimentos com a banda Ka. na
enlaces e o controle de congestão de faixa de 30/20 GHz. se destinam a ve
para 1997. vão ter técnica de pacotes
tráfego estão sendo desenvolvidas, rápidos (self-addressing) e de artefatos rificar a viabilidade de comunicações
nesta direção. O “Q-SAT" é um proto com enlaces diretos no espaço. O nesta frequência (frente às gotículas de
colo de sinalização que vai servir de satélite Canadense Satcom está equipa chuva que passam a influir) mas que
interface com os sistemas de sinaliza do com 24 elementos de antenas que, levam a antenas no solo ainda menores
ção SS n° 7, sendo implementado nas conjugados, vào controlar seus feixes das que são utilizadas na banda Ku
redes terrestres de comunicação. (14/11 GHz).
de microondas na banda Ku.
Segundo explicou Benjamin Pon- Um ponto alto das experiências em Os artefatos lançados em órbitas
tano. os artefatos espaciais estão fugin equatorial geo-eslacionárias, como os
curso, está sendo levado a efeito pela
do da idéia de serem meros repetidores administração norte-americana tio es lntelsals, Inmarsats e Brasilsats, se
transparentes aos sinais do solo e estão paço, NASA, com o lançamento, em movem com a mesma velocidade da
incorporando algum tipo de processa terra e aparecem parados em relação ao
1939. do satélite experimental ACTS
mento a bordo e ainda mais nas esta Advanced Communications Techno solo e são chamados GEOs. Satélites
ções terrenas. A regeneração do sinal lançados em órbita abaixo de 1400 km.
logy Satellite. Dois experim entos
no satélite, por exemplo, já quase do importantes estão sendo conduzidos são denominados de LEOS (low earth
bra a potência do sinal colocado em orbiting satellites) e os satélites, em
o “hopping beam" e a banda Ka. No
terra. Outra idéia, mais para o futuro, “hopping beam", literalmente “feixe torno de 10 mil km de altura, de ICOs
será o da comutação fotônica a bordo, (intermediate Communications satel-
saltitante", um sistema eletrônico
com o que se terá a vantagem do tráfe comanda o sistema de antenas do saté litcs).
go de banda básica comutada, aliado lite de modo que o feixe de microon Os sistemas LEOS e ICOs previstos
ao baixo peso do equipamento óptico das é sucessiva, rápida e precisamente estão divididos quanto às técnicas de
no satélite. acesso ao satélite. Vão adotar a tec
dirigido entre dois ou mais pontos na
nologia CDMA-cWe division multiple
access: os 24 artefatos do sistema
EIlipso, da Mobile Holdings, aguarda
do para o final de 1994: os 48 satélites
do sistema Aries, da Constellation.
para 1996; os 48, do GlobalStar. da
Loral, para 1966; e o sistema Odyssey,
da TRW, para 1998 - todos eles de
órbita baixa, LEOS, à exceção do
Odyssey que será um ICO.
A tecnologia TDMA-time division
O minicomputador
multiple access deverá ser adotada para
e o terminal Inmarsat-C
permitem ao profissional acessar os 66 artefatos do sistema
se comunicar do campo Iridium, a ser lançado em 199" por um
com a matriz. consórcio liderado pela Motorola. O
sistema Inmarsat-P, para terminais pes
soais, aguardado para 1996, será aces
sado por FDMA (frequency division
multiple access) O Teledisk, a ser
aplicado em redes fixas, a partir do ano
2001. adotará um acesso misto
TDMA/FDMA.

