Page 8992 - Revista Telebrasil
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FIGUEIREDO Cogitou-se. pela primeira vez. no brir as grandes distâncias como nal de telecomunicações. Para
Brasil, de lançar um satélite do também desenvolver serviços que ele, as duas áreas que deveriam ter
INAUGURA DDI méstico, em 1976, tendo sido pu elevem a qualidade de vida da po absoluta prioridade — telefonia e
BRASIL - blicado no mesmo ano o edital de pulação" , disse o general. telex — foram “ praticamente es
concorrência. Na época, o orça quecidas" e isto poderá ter' ‘con-
PORTUGAL mento era de USS 160 milhões — (Jornal dc Brasília 18-03-81) seqüências desastrosas para o
Cr$ 11 bilhões. Segundo Haroldo País".
• "Bom dia. ministro Aqui quem
de Mattos, o preço foi reduzido
está falando é o Figueiredo.''
porque as estações terrestres serão O COLAPSO DAS Hygino Corsetti declarou que as
D esde às 10 h gm t <07h em
construídas com tecnologia na indústrias de telecomunicações
Brasília) essas palavras são his TELECOMU
cional c ‘‘os gastos serão em “ já estão em recessão” . Desde
tóricas. Pois foram pronunciadas
cruzeiros” . NICAÇÕES 1975 essas empresas despediram
pelo presidente João Baptista Fi
metade de seus funcionários, o
gueiredo na cerimônia de inau
Se aprovado o projeto, as nego que corresponde ao fechamento
guração da ligação telefónica au
ciações poderão ocorrer de duas de lOmil empregos.
tomática entre Portugal e Brasil.
formas: mediante concorrência
internacional, ou através de (Jornal do Commércio
O presidente Figueiredo falou
acordo entre dois governos, 05-02-81)
com o ministro das Comunica O
quando o fornecedor oferecer
ções. Corrêa de Matos.
vantagens, como financiamento • O presidente da Telebrás, ge
mais favorável. disse o ministro. neral José Antônio de Alencastro
(Jornal do Commércio
03-02-81) e Silva, criticou, ontem, os res
(O Globo 12-02-81) ponsáveis pelos órgãos da econo
mia e finanças do país “ porque
• O Ministro das Comunicações têm tratado o setor dc telecomuni
SATÉLITE disse que o Presidente Figueiredo cações como filho enjeitado, o
DOMÉSTICO apoiou o seu projeto de um satélite que já levou à perda de muitos re
brasileiro, que transmitirá só den cursos". Ele citou, como exem
ATÉ 1986 tro do país. porque o Brasil per plo, a evasão, em I980.de Cr543
tence à sociedade internacional
• A Seplan aprovou ontem a in bilhões que foram retirados do
dos satélites de comunicação.
clusão no orçamento do Minis Fundo Nacional dc Telecomuni
tério das Comunicações dos re cações e transferidos para o
(Correio Braziliense 26-02-81)
cursos necessários à implantação Fundo de Desenvolvimento para
do satélite doméstico brasileiro, aplicação em outros setores.
orçado em torno de 160 milhões
• A reativação dos planos para o
de dólares — cerca de I 1.2 bi (Jornal de Brasília 14-03-811
lançamento de um satélite de tele
lhões — que deverá atender, de
comunicações exclusivo brasilei • Contrariando a expectativa do
forma particular, a região da
ro no centro de atração de uma po ex-ministro das Comunicações, SEI FICA COM
Amazónia legal.
derosa competição internacional. Higino Corsetti. e dos próprios
em p resário s do setor — um CONTROLEDA
O projeto do satélite obteve a
A primeira batalha é a escolha do colapso no sistema de telefonia do
aprovação da Comissão Brasilei POLÍTICA DE
foguete portador dos dois satél ites País, já no próximo ano— o atual
ra de Atividades Espaciais c a sua
do projeto. Há uma oferta euro ministro. HaroldoCorrcade Mat COMPONENTES
execução vinha sendo defendida
péia do consórcio que produz o tos. declarou-se ontem, em São
com insistência pelo ministro das
foguete Arianc. feito principal Paulo, bastante otimista com rela
Comunicações, porque o aluguel
mente pela Aerospatialc francesa ção ao futuro: “ os grandes con
pago pelo País para a utilização do c por fabricantes alemães. A op gestionamentos no tráfego telefô
satélite Intclsat. em poucos anos.
ção é uma viagem na nave recu nico não passam de um fantasma
cobrirá as despesas necessárias à perável norte-americana Colum- que estam os d e s tru in d o " ,
instalação do satélite brasileiro.
bia. que será testada pela primeira afirmou.
vez cm fins deste mês.
(O Kstado de São Paulo A liberaçãoda verba para o setoré
11-02-81)
(Gazeta Mercantil 10-03-81) um problema complexo, reco
nheceu o m inistro, principal-
• O lançamento do satélite do mente porque as prioridades na
méstico, segundo Haroldo de • Os altos custos decorrentes da cionais superam as setoriais. i ...............
Mattos deverá ocorrer aproxima participação brasileira noConsór- • Com o objetivo, entre outros,
damente cinco anos após a apro cio Intclsat justificam os gastos (Jornal do Commércio dc ' 'assegurar ao País o controle
vação do projeto pelo presidente com a aquisição de um satélite 04-02-81) decisório no setor dc microeletrô-
da República. Os custos estão or próprio, segundo o general Alcn- nica" (componentes eletrônicos),
çados. atualmente, cm US$ 71 c astro. • Oex-Ministrodas Comunica o Presidente Figueiredo assinou
milhões — Cr$ 5 bilhões. A des ções do Governo Médici. Hygino decreto ontem, atribuindo com
pesa. disse o ministro, terá um "Um país do tamanho do Brasil Corsetti. alertou ontem. em Porto petência à Secretaria Especial de
prazo de carência de cinco anos e não pode prescindirdc um satélite Alegre, para a necessidade de Informática (SEI) para coordenar
será financiada cm sete. doméstico, que permita não só co uma revisão no orçamento nacio toda a política nessa área.
Tetebrasf. Março Abril 8t

