Page 1917 - Telebrasil Noticiário
P. 1917

o c o r r e r          à s Ad esp esas                   de      m ão-de-obra,                         tambe'm            n a c io n a l?              E     quem          nf a

                                                               c u l t a r i a ”           e s s e       empréstimo?




                                                                                           Para          a     so lu çã o                p len a          da       c r i s e       n a c io n a l               de       t e l e f o n i a

                                                               seriam                n e c e s s á r i o s ,              no       p a í s ,        p elo         menos             120        BILHÕES                DE      CRUZEI­

                                                              ROS,           que        representara                      o     c u s to         da       a t u a l i z a ç ã o             do       s e r v iç o          te le fô n i.

                                                               co      b r a s i l e i r o ,             i n c l u s i v e            a    expansão                  do       s e r v iç o           in te r u r b a n o .                   Qn

                                                              de       e n c o n tr a r - s e               um      gj-upo            fin a n c ia d o r                para          soma          tã o        e le v a d a ?              E,

                                                              na       su p o siçã o               de       que        e le        pudesse                s e r      e n co n tra d o ,                h a v e r ia           quem           se

                                                              d is p u z e s s e             a     p l e i t e a r           empréstimos                          e s £ ra n g e iro 3                 a r r is c a n d o - s e                a

                                                              t e r      de       d esp en der,                  no       f u t u r o ,         m uitas              v e z e s        m ais         c r u z e i r o s            do       que

                                                              os       c r u z e i r o s              que        agora            r e c e b e s s e            -     i s s o       com           o     fira       de       o b te r         em

                                                              d ó l a r e s ,          fr a n c o s           ou       l i b r a s            o    e q u iv a le n t e                de      h o je ?          Longe            de      nós

                                                              pensarmos                   que         o    C entro              I n d u s t r i a l            g u is e s s e            con cien tem en te                         condu

                                                              z i r      a s      op erad oras                   do       s e r v iç o          t e l e f ó n i c o             no      B r a s i l â           r u in a         t o t a l ;

                                                              assumindo                   t a i s        compromissos                        e     tã o       g ra n d es            r i s c o s , e n t r e t a n t o ,                    na

                                                              r e a l i d a d e ,            é     i s s o       que        se       d a r ia .




                                                                                          Pedimos                v é n ia         para          lem brar               a    V.       E xa.          que        f o i       d essa           ma

                                                             n e ir a         que         m uitas             das        companhias                     que         exploravam                      e s t r a d a s           de      f e r ­

                                                             r o      no      B r a s i l         chegaram                  â     ru in a             t o t a l ,         porque                 tiv e ra m             que        pagar

                                                             pela^moeda                     e s t r a n g e i r a ,               con segu id a                  n o ^ e x t e r io r ,               por         empréstimos

                                                             ao       cambio                de       Cr$^l$,00                      por         l i b r a ,         c e r c a        de          dez        v e z e s        m ais          no

                                                             a to       do       r e s g a t e .             Esse          mesmo             r e s g a t e n o s                  d i a s       dç       h o je ,          im porta­

                                                             r i a ,       c e r t a a e n t e ,             em       c r u z e i r o s ,            em       c e r c a        de       AO      v e z e s        m ais          do       que

                                                             o    s c n ta n te             e s      c r u z e i r o s           do       empréstimo                     r e c e b id o .




                                                                                         Além             d i s s o ,         ousaríam os                     d i z e r           que        o     sistem a               su g e rid o

                                                             por        e s s a       e n tid a d e             nada          mais           r e p r e s e n ta             do       que,          in diretam en te.um

                                                             t i p o       de      a u tc fin a n c ia m e n to ,                        oneroso                p e lo s          ju r o s         d evid o s             ao       c a p i­

                                                             t a i      em prestado,                      e     p o s itiv a m e n te                   i m p r a t i c á v e l .                  0     3istem a              propos
                                                             to      por         #.      i x â .       p r o p i c i a r i a ,              adem ais,                 o     carream ento                      para          o     e x t e ­


                                                            r i o r       dos         Juros            dos        empréstimos                        p r e c o n iz a d o s ,                quando              p e lo        s i s t e -
                                                            ca       que           a p c ia r o s            t a i s       ju r o s            ficam            no       B r a s i l ,          em      forma            de       ju r o s


                                                            ou       d iv id e n d o s ,               em      maos           dos        p r ó p rio s                p o r ta d o r e s             dos         t í t u l o s          das
                                                            em presas.





                                                               .        n í .7          i     c o n c e s s io n á r ia ,                   segundo                su g e stã o              do      Centro               I n d u s tr i

                                                             ,    •                              g ço e s         de       c a p i t a l          que        seriam              e n tr e g u e s             aos        a s s ln a n .
                                                            -,e s      na       proporção                    ce      s i a s        cont r i b u i ç õ e s :                     Todo             a s s in a n t e                FéTTa

                                                            que        pagar_              uma         s o b re ta x a             -     p a r c e l a d e s t i n a d a                       ao       Fundo            E s p e c ia l


                                                            7*     ,^r?ar sâo                 "                      a<Í“ e l e          que        j á      t i v e s s e          o     seu        t e l e f o n e           i n s t a -
                                                            -a d o .            0    re co lh im e n to                   da       s o b re ta x a              s e r i a        f e i t o        p elo         Governo.                  A-

                                                           g o r a ,         p e r g u n t a - s e :-               de       que        maneira                e v i t a r - s e            que         o    Governo                   v e -


                                                            M Í« K *fS 5 C5 Í tUí r                                       s o b re ta x a              como          " c a p i t a l           m orto"             e ,        assim ,
                                                              d i ^ h e _ °                      n xtgu ez              ,p a ra         d e le         a p r o p r la r - s e               e v e n tu a lm e n te ,                como


                                                                                                      -     Tinh&            acontecendo                       au t e s          com        fundos              sem elhantes
                                                                             ?                F «las           e s t r a d a s          de       f e r r o        n a c i o n a i s ,             em      fun ção             da       l e -

                                                                                                                                  n o ta r - s e               o     que        o c o r r e          com        uma        e s t r a d a

                                                           de       . e r r o        do      -a ta d o           de       Sao        P a u lo ,          em       c u jo        a c e r v o         o     " c a p i t a l           mor-


                                                                                                                          a n á l i s e >           Pa r e c e            p e r t e n c e r            ao” Governo                     -    é
                                                                                                                             >     parecendo-nos                          quase            m ila g ro so                que         d i t a

                                                           empresa                n«c        e s t e j a         a in d a          sob        a    d ir e ç ã o           e x c l u s i v a            do      Governo.




                                                                                                                    senhor              P r e s id e n t e ,              a s      r a z ó e s         que        nos         levam ,

                                                           CCmo          i n t e . p r e . e s             do       pensamento                     da       quase            t o t a l i d a d e            das         empresas


                                                           í n d u i t í í í ?            °     s e r T l ç J          t e l e f ó n i c o            no       p a í s ,        a    m a n ife s ta r                ao      Centro
                                                           i n d u s t .í a l .c o m                  o    mais           a l t o       r e s p e i t o          e     a     maior            c o r d i a li d a d e ,                nos

                                                           s -     e s tr a n h e z a              d ia n te           da      i n c i s i v a           o p o siçã o             da       e n tid a d e             ao      s i s t e -

                                                           “       f 6/ i u a n c i a s e a t o ^                      que        vem         sendo           adotad o,                 com        o     m aior           p r o v e i­

                                                           to      e     a     sojcisa             e f i c i ê n c i a ^             era     tod os           os       qu adran tes                   do       B r a s i l         -     in

                                                           c l u s i v e          p e lo        p ro p rio            Governo                F e d e r a l,            a     NCVACÀP.                 Lamentamos                         f l
                                                           n a l a e n t e ,           que         nao        nos        tenha             s id o          dada           a    honra            e     a     oportunidade


                                                                   ” Pr ! S3ar                     ? osso           ponto               de      v i s t a        a n te s            do      encaminhamento                             da
                                                           -esposw a                ao       eminente                  senhor             G overnador,                       porque             estamos                   se g u ra -



                                                          T J i Í ? » í ? nr nCí d02                          d€       3Ue        V<      E x a *        ¦    em       fa c e           d a le        e     e c     d e fe s a          da
                                                              . . i c i a t i v a         p riv a d a            e     de      suas          mais          a l t a s         p r e r r o g a t iv a s               de       autono


                                                          mia         e     ln d ep en d en cia                     -    h a v e r ia           de          s u s c i t a r          o     reexame               do       assu n to

                                                          ?           , ? e s       Jra * s       r e a l i s t a s            e    mais           c o n d iz e n te s               com        a     co n ju n tu ra                na­

                                                           c i o n a l .            T a l       a    r e le v â n c ia               do      assu n to                 em      t e l a        e    t a i s       os       p r e i u í -
                                                           zos        que        d e c o r r e r ã o ,              por        c e r t o ,         da      e x p lo ra ç ã o               demagógica                     que        po­


                                                          d e r ia          s e r      s u s c it a d a             p e la        t e s e       encaminhada                       por        V.       Exa.          ao       Gover-
                                                          no          que        a     D i r e t o r i a            da      Federação                    das        A s s o c ía ç ó e s              de       Emprésas                 de


                                                          T elecom u n icações                             do       B r a s i l         "TELEBRASIL"                        não         v a c i l o u ,          em       reu n ião
                                                          para           e s s e       fim        e s p e c i f i c o                r e a l i z a d a ,            em       s o l i c i t a r           ao       Centro              In­


                                                          d u s t r i a l           o     obséquio                    do       reexame                da      m atéria               -     0     que        ora        fazem os,

                                                          nos         term os             s u s c in t o s            que         acima               vao        e x p re s s o s             para          conhecimento
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