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o Governo, isto é, para o Poder Exe A SEREM PAGOS ADIANTADA
cutivo do país, porque, enquanto as MENTE, dos quais 2 bilhões c 459
despesas propriamente orçamentárias, milhões já pagos!
que passam pelo crivo do Congresso, Para o arroz está o Banco do Bnistil
quase se equilibram com as receitas (isto é, nós) sustentando um prejuízo
orçamentárias, as despesas e receitas de 2 bilhões e 400 milhões de cruzei
das autarquias que dependem direta ros, nos dois milhões de sacas distri
e unicamente do Executivo,sem cola buídas a Rio e São Paulo.
boração do Congresso, estão levando O Conselho de Ministros, reunido há
o país à bancarrota. Como, nessas con duas semanas, descarregou sôbre o
dições, reclamar maiores poderes para BNDE a restauração financeira da Fá
o Executivo? brica Nacional de Motores, completa
Não menos grave é, também do pon mente falida. Estimativa: 10 bilhões.
to de vista político, a circunstância de O Governador Carlos Lacerda ha
ter o Govêrno de arrancar das popula via formulado um esquema para a
ções urbanas e rurais de todo o país, expansão da rede da Cia. Telefônica
de norte a sul, «por impostos ou, pior Brasileira, mediante subscrição de ca
ainda, pela inflação», os recursos ne pital pelo usuário. Mas o Govêrno de
cessários para pagar o déficit resul V. Exa. abandonou essa solução, fa
tante dos privilégios e favores injus zendo recair sôbre o BNDE não só o
tificados de que gozam pequenos gru encargo da expansão telefônica como
pos de usuários das estradas de ferro da aquisição do acervo da atual com
e da navegação, e de operários das res panhia!
pectivas autarquias. Junte V. Exa. os recursos exigidos
e prometidos â USIMINAS, à COSI-
* * * PA, a FURNAS, â MA FE RS A, à MO-
GIANA e «tutti quanti» e veja onde
Repare V. Exa., de outro lado, a si irão parar as emissões de papel-moe
tuação em que se acha o Banco Nacio da para sustentar tudo isso?!
nal de Desenvolvimento Econômico,
chamado a suprir recursos (muito su fe fe fe
periores a suas possibilidades) a todo
o setor, hoje considerável, dos investi E os recursos para a prometida re
mentos a cargo das autarquias fede forma agrária. Para uma só fazenda
rais e empresas mistas. «do Estado», em Minas, orçou o Sr.
Escorraçado como foi o capital es Magalhães Pinto as despesas de equi
trangeiro com a famigerada lei de Re pamento e organização em 4 bilhões.
messa de Lucros e com a encampação V. Exa. é bastante atilado para não
de empresas estrangeiras, todo o ônus encarar a reforma agrária como a sim
de suprimento do capital necessário á ples doação de um pedaço de terra a
expansão da energia elétrica no país quem não tem capacidade nem recur
recai sôbre o BNDE. O ilustre presi sos para trabalhá-la. Ainda há pou
dente da Eletrobrás declarou, há dois cos dias, falando em Belém do Pará,
dias, que, para atender às necessida dizia o competente Embaixador Lin
des inadiáveis de energia elétrica de coln Gordon:
1962 a 1965, são necessários 347 bi
lhões, enquanto que a receita orçada «Maquinaria para agricultura,
para o Fundo de Eletrificação é de fornecimento de fertilizante, cons
47 bilhões apenas! trução de armazéns, frigoríficos
Nesse meio-tempo, o Banco do Bra e sistemas de distribuição de ali
sil com o BNDE supriram à Comissão mentos, tudo isso requer investi
Estadual de Energia Elétrica do Rio mentos, sem os quais qualquer es
Grande do Sul 3 bilhões e 831 milhões, forço visando a uma reforma agrá-

