Page 1828 - Telebrasil Noticiário
P. 1828
-2-
quer natureíA, visando apenas o interesse nacional.
Por outro ladc, na Bafa a questão pode seç tratada racional - e sensa
tas, ente e a TfchASA, coa o apoio e a assistência do Governo Estadual, conseguiu equu
cion«r devidamente o problema lccal de telefones, assegurando a Capital um serviço
automático moderno, eficiente e modelar.,Das vinte mil linhas que representam ^ c a
pacidade inicial da nova estação que esta sendç instalada, apenas restavam, a h de
Janeiro do corrente ano, 7 aií disponíveis - numero que deve estar, a esta altura,
quase inteiraaente tooado ea face da demanda alí existente.
No Piauí e em Alagoas houve, tamléa, compreensão e espírito público -
por p%rte das autoridades, tanto assim que na presente edição (Je TmLmLRASIL NOTICIA
RIO Ja pode.os anunciar a próxima Inauguração do serviço automático de Terezina ê
Maceió.
São aulo, depois de marchas e contramarchas indesculpáveis, cami -
nha o problema para uma definitiva solução. Aberta concorrência publica e tornada -
possível a participação dos usuários no empreendimento, pr§nuncia-se para muito em
breve a execução de um arrojado programa de ampliação da rede atual, de sorte a fa
cilitar o atendimento da volumosa demanda existente.
A acertada política que vimos de ressaltar, em curso no norteie no noj
deste do país e agora seguida pelas autoridades paulistas, tem curso, também, em va
rias cidades do interior de Minas, São Paulo, iarana e outros Estados. As autorida
des locais, cçnhecendo as causas^determinantes do problema - das quais estão alheias
as concessionárias - garantiram a iniciativa privada çondições adequadas para a e-
xçcuçào,de obras de instalação de novos centros automáticos ou para ampliação das -
redes Ja existentes, razão pela qual muitos milhares de novos telefones puderam ser
instalados, apesar das dificuldades em curso.
. Em Varginha e em Itajubá, no Estado de Minas, os respectivos Prefeitos
e Câmaras Municipais, ençarando o problema do encarecimento do? projetos autofinan-
ciados, corajosa e patrioticamente, não vacilaram em conceder 3 operadora revisão -
do qu&ntum das contribuições dos assinantes ao capital da empresa
Entrementes, em outras regiões do país multo diversa tem sido a polítl
ca adotada, campeando a demagogia e a incompreensãoy As autoridades deixam-se en
volver pelos demagogos ou Insistem na pesquisa de formulas diferentes daquelas Ja
consagradas pela pratica.
Apesar dessa divergência, não se contesta a razão fundamental determi
nadora da crise: o crescente encarecimento dos equipamentos e p vulto dos investi—
mentos reclamadçs, a par da insuficiencia^dos recursos ..jatos a disposição das ope
radoras. Tanto e assim que, a cada elevação de índice salarial ocorre uma paralela
correção dos valores correspondentes às tarifas, o que significa que a renda da ope
raçao não chega siquer para assegurar a cobertura de tais oscilações.
0 Governo da Guanabara, intervindo nos negócios da atual concessioná—
ria, determinou a elaboração de um plano de recuperação do sistema de telefones do
Rio^de Janeiro, a luz dos estudos realizados pela Comissão de Intervenção, pode o
Governo concluir pela Impossibilidade de execução <Je qualquer programa naquele sen
tido sem as garantias de um financiamento de emergencia a ser reclamado indistinta-
mente dos atuais e dos futuros assinantes.
„ 0 Governo do Estado assegura que cada linha telefónica instalada vai -
custar a sociedade de economia mista projetada 115.000,00: assegura mais que as
tarifas atuais são ruinosa?, tanto^assim que as eleva de 400,00 para 950,00, ex
tendendo o serviço medido as residências e reduz o número de chamadas livros par^
^20 mensais e estabelecendo uma taxa de 5>00 pçr chamada,excedente. Reconheceu, ç
obvio, que as relnvldlcações da atual concessionária, há vários anos encaminhadas as
autoridades - muitíssimo^aais modestas e menos radicais - eram ju§tas, razoaveis e
certas. 0 projeto do Governo comprova a lisura dos atuais^responsáveis pelo serviço,
a legitimidade das razões pe]ps mesmos apontadas ao Poder PÚblJ-co ao sugeriç o crité
rio de financiamento pelo proprlo futuro-assinante e aponta a execração publica a-
queles que duvidaram da legitimidade do critério e se^recusaram a propiciar a solu
ção de tac grave problema quando possível teria sido a operadora solve-lo.
No caso de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, tudo vai de mal
- pior. querem, a todo custo^ eliminar do campo de operação a iniciativa particular
- valendo-se,ora da encampaçao, ora da desapropriação de ações,ora da dualidade de
concessão. Ha comissoes paralelas em choque, enquanto, em rçlaçao a Minas, confli—
tam o Estado,e o Município em torno da atribuição de competência para resolver o as
sunto. Ninguém se atreve a seguir o edificante exemplo que Jânio Quadros deu quando
da III Reunião de Governadores, ,pois o que muitos desejam é eliminar, pura e sim- -
plesmente, as atuais concessionárias.

